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Manchetes Obesidade

A melhor dieta para seu coração

Escrito por Luciano Albuquerque

A CNN americana listou as melhores dietas para 2022. Pelo quinto ano seguido, a dieta do mediterrâneo aparece como destaque principal. Com ênfase em frutas, vegetais, castanhas, peixes e azeite de oliva, a dieta ganhou destaque a partir da observação de que populações da região mediterrânea tinham menor incidência de doenças cardiovasculares e neoplasias, além da maior longevidade, quando comparados a maioria das populações ocidentais. A dieta DASH, direcionada inicialmente ao combate da hipertensão, com restrição de sódio e gordura saturada e a dieta flexiteriana (uma “vegetariana flexível”) completam o pódio.

As evidências cientificas suportam essa vitória? Tanto a American Heart Association, quanto a American Diabetes Association recomendam nominalmente a dieta do mediterrâneo e a DASH como as melhores opções em suas diretrizes.  O estudo PREDIMED, randomizou 7447 indivíduos de alto risco cardiovascular, em prevenção primária (55 a 80 anos, 57% mulheres) para dieta Mediterrânea suplementada com óleo de oliva ou “nuts” comparando com uma dieta com gordura reduzida. Foi observada redução relativa de 30% nos eventos cardiovasculares, após quase 5 anos de seguimento. Metanálise recente analisando 41 estudos, confirmou a proteção.

Nesse início de 2022, o Journal of American College of Cardiology publicou um grande estudo populacional retrospectivo envolvendo mais de 90 mil indivíduos com seguimento de 28 anos concluiu que maior consumo de óleo de oliva em substituição a outras gorduras como manteiga, margarina e laticínios reduz risco cardiovascular em população americana. Considerando a não utilização de outros elementos da dieta mediterrânea, os autores consideram que o benefício estaria relacionado a redução do consumo de gordura saturada. No estudo look AHEAD pacientes que conseguiram manter perda de peso ≥ 10% também tiveram benefícios cardiovasculares significativos, independente da composição da dieta.

A Obesidade contribui na maior incidência de diversos fatores de risco cardiovascular incluindo dislipidemia, diabetes tipo 2, hipertensão e distúrbios do sono. Além disso, a Obesidade per se é fator de risco independente para mortalidade cardiovascular. A busca pela incorporação de alimentos de melhor qualidade tem benefício cardiovascular, porém deve estar sempre associada a limitação calórica, atividade física e controle de peso.

Sobre o autor

Luciano Albuquerque

Preceptor da residência em Endocrinologia do HC-UFPE e da residência em Clínica Média do Hospital Otávio de Freitas. Presidente da SBEM regional Pernambuco no biênio 2019-2020.

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