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Atualização Semanal

Atividade física: mulheres têm maior benefício?

Escrito por Luciano Albuquerque

A prática regular de atividade física é sabidamente associada a benefícios cardiovasculares. Apesar disso, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 47% dos brasileiros são sedentários. Já entre os jovens o número é maior e ainda mais alarmante: 84%. Diversas diretrizes recomendam um mínimo de 150 minutos de atividade física aeróbica, associada a pelo menos 2 sessões de exercício resistido por semana. Essas recomendações não diferem entre os gêneros, porém dados apontam menor adesão à atividade física entre as mulheres.

Existem diferenças bem reconhecidas entre os gêneros na resposta fisiológica à atividade física, nos limiares de tolerância e na capacidade geral de exercício. Assim, é possível que o grau de benefício para a saúde derivado da atividade física possa diferir entre homens e mulheres com base na frequência, duração, intensidade e tipo de exercício. Maiores esclarecimentos sobre o tema podem ajudar a estimular maior adesão à prática regular de atividade física.

Neste sentido, um estudo prospectivo recentemente publicado no Journal of the American College of Cardiology (JACC), envolvendo 412.413 indivíduos, demonstrou que a atividade física regular levou a benefícios cardiovasculares, inclusive redução de mortalidade. Porém os benefícios foram mais evidentes em mulheres. Considerando a prática dos 150 minutos semanais houve redução de 24% na mortalidade entre as mulheres contra 15% entre os homens. As mulheres que praticavam exercício também tinham 36% menos probabilidade de sofrer qualquer evento cardiovascular, enquanto o número era de 14% para os homens.

Em conclusão, os dados apresentados apontam maior benefício cardiovascular com a prática de atividade física entre as mulheres. Tomados em conjunto, os resultados sugerem que as avaliações e recomendações de atividade física objetivando redução de risco cardiovascular poderiam receber considerações específicas de acordo com o gênero. Por sua vez, a orientação específica para as mulheres poderia motivar um maior envolvimento na prática de atividade física regular, com benefícios substanciais para a saúde.



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Sobre o autor

Luciano Albuquerque

Preceptor da residência em Endocrinologia do HC-UFPE e da residência em Clínica Média do Hospital Otávio de Freitas. Presidente da SBEM regional Pernambuco no biênio 2019-2020.

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